Quem convive com gatos sabe o quanto esses pequenos felinos são cheios de charme, personalidade e sensibilidade. Mas também é verdade que eles podem esconder sintomas por muito tempo, o que torna essencial conhecer as principais doenças de gato para agir rápido e garantir a saúde do seu pet. Entender os sinais, as formas de prevenção e quando procurar ajuda veterinária é fundamental para manter seu gato seguro e com boa qualidade de vida.
Muitas doenças felinas são preveníveis com vacinação, exames de rotina e acompanhamento com um veterinário especializado em felinos. Outras exigem atenção redobrada, já que podem evoluir rapidamente. Pensando nisso, reunimos neste guia as principais doenças que todo pai ou mãe de gato precisa conhecer para cuidar do seu pet com informação e segurança.
A toxoplasmose é uma doença causada pelo parasita Toxoplasma gondii. Embora seja popularmente associada aos gatos, eles não são os principais responsáveis pela transmissão para humanos.
Os gatos podem se infectar ao ingerir presas contaminadas, como pássaros e roedores. A maioria não apresenta sinais clínicos, mas em casos mais graves podem ocorrer sintomas como:
É importante reforçar: a transmissão para humanos geralmente acontece pela ingestão de alimentos mal lavados, água contaminada ou carne crua e não pelo contato direto com o gato. A higiene correta da caixa de areia e consultas regulares ao veterinário mantêm o risco extremamente baixo.
A esporotricose felina é uma doença causada pelo fungo Sporothrix schenckii e merece atenção redobrada porque pode ser transmitida aos humanos. Gatos com acesso à rua têm maior risco de contaminação.
Os principais sintomas são:
O diagnóstico deve ser feito por um veterinário, e o tratamento costuma ser longo, mas tem alta taxa de sucesso quando iniciado cedo. Se houver suspeita, é essencial evitar contato direto com as lesões do gato e procurar atendimento imediatamente.
A panleucopenia felina, também chamada de parvovirose dos gatos, é altamente contagiosa e pode ser fatal, especialmente em filhotes não vacinados.
Os sintomas incluem:
A prevenção é simples: vacinação em dia. Os gatos vacinados têm excelente proteção contra a doença.
A PIF é uma enfermidade causada por uma mutação do coronavírus felino (FCoV). Ela pode se apresentar em duas formas:
Os sinais variam bastante, mas geralmente incluem:
Por muitos anos, a doença era considerada fatal, mas hoje existem tratamentos modernos que podem trazer ótimos resultados quando iniciados cedo.
A FIV é uma doença viral que compromete o sistema imunológico dos felinos. Ela não é transmitida para humanos e não é igual ao HIV, apenas se comporta de maneira semelhante no organismo dos gatos.
O contágio ocorre principalmente por mordidas, por isso é mais comum em gatos que brigam na rua.
Sinais mais comuns:
Gatos positivos podem viver por muitos anos, desde que recebam acompanhamento veterinário e levem uma vida mais protegida e dentro de casa.
A doença renal crônica (DRC) é muito comum em gatos, especialmente em felinos idosos. Ela ocorre quando os rins perdem a capacidade de filtrar o sangue adequadamente.
Os sintomas incluem:
O diagnóstico precoce é essencial e é feito através de exames de sangue, urina e ultrassom. Com tratamento adequado, gatos com DRC podem viver com qualidade por muitos anos.
A Leucemia Felina (FeLV) é uma doença viral que enfraquece o sistema imunológico e pode causar anemia, tumores e infecções diversas. Assim como a FIV, não é transmitida para humanos.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo entre gatos, como compartilhamento de potes, lambidas ou mordidas.
Sinais comuns:
A prevenção inclui testagem, vacinação e evitar contato com gatos infectados.
É uma infecção causada pela bactéria Bartonella henselae. A transmissão ocorre pelo arranhão de um gato infectado. Na maioria das vezes, é leve e causa apenas inchaço dos gânglios, mas é importante procurar um médico humano se houver suspeita.
As principais doenças potencialmente transmissíveis são: esporotricose, toxoplasmose (em situações raras), doença da arranhadura, parasitas e algumas zoonoses específicas. Com cuidados básicos e acompanhamento veterinário, o risco é muito baixo.
Lesões na pele que começam como pequenos nódulos e evoluem em forma de feridas podem ser sinal de contaminação. Nesses casos, procure um dermatologista rapidamente.
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